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sábado, junho 26, 2010

O Haiti é aqui

               Wellington Santos*

 
Desde a última sexta-feira, dia 18 de junho, temos sofrido com o cenário de guerra e o rastro de destruição, causados pelas últimas chuvas que caíram em Pernambuco e Alagoas. Os números ainda não são seguros, o fato, porém, é que muitas vidas se foram, cidades como Santana do Mundaú e Branquinha foram totalmente arrasadas e destruídas pelas correntezas.

Estive visitando Lourenço de Albuquerque em Rio Largo, Utinga e Murici. Quanta dor, destruição, tristeza e imensa necessidade. É importante destacar entretanto, que o cenário de miséria e pobreza que nos deparamos não é fruto desta tragédia natural da última sexta-feira,mas resultado de anos de corrupção, desvio de verbas públicas, coronelismo, preguiça e irresponsabilidade eleitoral por parte do povo que escolhe muito mal seus representantes. É bom ficar de olhos bem abertos para não culparmos as chuvas e a natureza, livrando assim os maus gestores públicos e porque não dizer, livrando nossa parcela de culpa, quando fazemos negociatas e ou trocamos novo precioso voto por “favores” vergonhosos.

O Pr. Reginaldo Silva, da ONG alemã Kindernothilfe, que atua no nordeste na proteção e cuidado social com crianças afirma: “Venho aqui me solidarizar com os alagoanos e alagoanas que foram vítimas diretas da tragédia causada, não pelas chuvas, mas pela falta de políticas sociais que não resolve os problemas das ocupações desordenadas, da falta de moradia, de educação ambiental etc. Se observarmos bem, veremos que é a falta destas e de outras coisas que causam tragédias como a mais recente”.
Precisamos agora arregaçar nossas mangas, por a mão na massa, repartir o pão e partir para livrar nossos irmãos e irmãs mais frágeis e desprotegidos desta situação de caos. Contamos com a colaboração de todas e todas que porventura lerem esta breve reflexão. Precisamos arrecadar colchões, lençóis, toalhas, agasalhos, água potável, cestas básicas, móveis usados, etc.

Continuemos orando, repartindo o pão e atentos aos maus políticos que ainda por cima, como abutres, irão tentar tirar proveito desta situação. Concluo citando o cantor e compositor Gilberto Gil, concordando plenamente com ele, quando afirma: O Haiti é aqui. Posso afirmar com toda convicção, que o Haiti é em Alagoas: 42% de analfabetos, 92% da população ganhando até 2 salários mínimos, concentração de renda e de terra, monocultura da cana de açúcar que enriquece uma minoria e empobrece a grande maioria, violência galopante, índices sócias críticos e agora some-se a tudo isto, 50 mil desabrigados e cidades inteiras destruídas
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Wellington Santos é pastor da Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió-Alagoas.

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Ore e deixe sua mensagem: para enviar uma mensagem de solidariedade ao pastor Wellington Santos, deixe seu comentário aqui e a Rede FALE encaminhará sua resposta.

quinta-feira, maio 27, 2010

O menino que domou o vento


Com dois livros de física elementar, um monte de lixo e a energia eólica, jovem abastece lâmpadas e celulares em sua vila no interior da África. Clique no link abaixo e veja 
William Kamkwamba contar sua própria história:

sábado, outubro 10, 2009

Crianças do Brasil

Embora tenha havido melhorias, 44,7% das crianças e adolescentes de até 17 anos viviam, em 2008, com uma renda familiar per capita de meio salário mínimo e 18,5% de ¼ de salário mínimo.

Fonte: IBGE, outubro/2009.

sexta-feira, julho 31, 2009

Com dor de barriga, falando sobre o mal


Fui acometido de uma possível infecção intestinal. Não entendo muito de saúde, mas quando eu próprio sou o doente é inevitável pensar nela. Imagino o que poderia ter causado este mau-estar: talvez o peixe que comi no almoço ou mesmo o salgadinho durante a viagem do Rio para Belo Horizonte na quarta-feira.
A verdade é que sempre há uma causa, e sempre há uma consequência diante da realidade, boa ou ruim (neste caso, ruim). Não que isso seja imediato ou previsível, como muitos teorizam. Mas o fato é que somos cercados pelo mal e suas relações perversas. Acho que pensamos pouco a respeito disso. Ou seja, o mal não é somente uma categoria isolada (seja espiritual, social ou econômica). Ele se faz nas relações ou nos elos que ligam uma ação a outra.
Por exemplo, o assassinato de adolescentes. Segundo estatísticas divulgadas recentemente, de 2006 a 2012 irão morrer 33 mil adolescentes entre 12 e 18 anos em 267 municípios brasileiros. O assassinato em si não pode ser lido como um fato único. Ele está ligado também à injustiça nas questões de raça, gênero, idade, e territórios. Ou seja, o mal pode ser mais intenso quando se conjuga a outros fatores ou elos de iniquidade.
Precisamos aprender a ler a Bíblia e a realidade a partir desta perpectiva. Assim, poderemos enfrentar com mais maturidade as consequências da atuação do mal.
Se lermos o relato de Marcos sobre a prisão e a morte de Jesus (capítulos 14 e 15), chegaremos à conclusão de que as sucessivas ações do mal foram feitas por diferentes personagens: Judas, os guardas, os mestres da lei, o sumo-sacerdote, o povo, Pilatos... E ainda no capítulo 14, a exortação de Jesus a seus discípulos nos alerta que esta conjugação do mal começa dentro de nós mesmos: "a carne é fraca" (Mc 14.38)
Para enfrentar essa "corrente do mal" precisamos inevitavelmente fazer parte de uma "rede do bem". Para tanto, devemos estar unidos, em nome de Jesus.

PS.: Depois de muitos chás, alimentação regrada e descanso, já me sinto bem melhor do estômago.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Nossa realidade

Um quarto da riqueza do país ficou concentrada em apenas dez municípios em 2004, diz IBGE

A geração de riquezas do país ainda é fortemente concentrada em poucos municípios, segundo revelam os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos 5.560 municípios brasileiros de 2004 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Do total do PIB brasileiro de 2004, 25% ficou concentrado em apenas dez municípios. Em 1999, esta fatia correspondia ao PIB de sete municípios.

O instituto também apurou a continuidade da perda de peso de capitais no PIB do país, cedendo lugar aos municípios menores em termos populacionais.

De 2003 para 2004, o município de Macaé (RJ) entrou no ranking, ocupando a oitava posição. Sua entrada foi impulsionada pela indústria de petróleo local, que além de ter registrado alta de preço do produto no período, gerou mais riquezas com a valorização dos equipamentos ligados ao segmento.

Em compensação, Porto Alegre deixou a lista das dez maiores economias municipais e passou a ocupar o 13º lugar.

O ranking, em ordem decrescente, é composto por São Paulo, Rio, Brasília, Manaus, Belo Horizonte, Campos dos Goytacazes (RJ), Curitiba, Macaé (RJ), Guarulhos (SP) e Duque de Caxias (RJ). São Paulo respondeu por 9,09% do PIB do país, enquanto o Rio detinha 4,19%.

Já os cinco municípios com menor PIB em 2004 foram São Félix do Tocantins (TO), Santo Antônio dos Milagres (PI), São Miguel da Baixa Grande (PI), Ipueiras (TO) e Oliveira de Fátima (TO). Juntos, eles representavam somente 0,001% do PIB brasileiro.

A pesquisa, no entanto, mostra que 52,8% do PIB do país em 2004 estava fora do entorno dos centros urbanos, percentual maior ao apurado no ano anterior, de 49,4%. No Sudeste, o dinamismo econômico fora dos centros está relacionado à extração de petróleo e à agroindústria

Na região Sul, a economia fora dos centros urbanos foi puxada pelas indústrias automotiva e de fertilizantes, pelo porto de Paranaguá e ainda pela indústria têxtil do Vale do Itajaí. O dinamismo da economia nordestina está ligado aos serviços e à agropecuária.

No Norte, o destaque fora dos centros urbanos ficou para a indústria de minérios.

(Ana Paula Grabois Valor Online)

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Comentário: E a desigualdade econômica persiste, forte como o sol brasileiro.


quarta-feira, dezembro 06, 2006

Como dividimos o bolo

Quase metade da riqueza do mundo está concentrada com 1% da população

SÃO PAULO - Para sair da metade da população mundial que representa os mais pobres do planeta, é necessário um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 2.200,00 por adulto na família.

A informação consta em estudo da Universidade das Nações Unidas, órgão da ONU, que foi divulgado nesta terça-feira (05).

De acordo com o levantamento, cerca de 40% de toda a riqueza global está concentrada nas mãos de 1% das pessoas consideradas ricas no planeta. Na outra ponta, a metade mais pobre da população mundial é dona de 1% da riqueza.

O estudo leva em consideração os principais componentes do local, como ativos e passivos financeiros, terra, prédios e outras propriedades, envolvendo todos os países do mundo.

Segundo o levantamento, em 2000, um casal precisava de um patrimônio de US$ 1 milhão para estar entre o 1% de mais ricos do mundo, grupo que reúne 37 milhões de pessoas.

Apesar de que os países da América do Norte só possuem 6% da população adulta mundial, 34% da riqueza está concentrada na região. Em seguida, aparecem Europa e as nações mais desenvolvidas da Ásia e Pacífico, onde a população, junto com a América do Norte, soma 90% do total da riqueza global.

Por outro lado, a riqueza dos habitantes da África, China, Índia e outros países com menos investimentos da Ásia é consideravelmente menor na comparação com o tamanho da população.

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A ideologia do mundo é egoísta. O coração do mundo é seco. Por mais que haja ações solidárias, estes dados mostram que ainda é preciso haver uma grande transformação em nossa sociedade. Quando olhamos para Cristo e a maneira como viveu neste mundo, percebemos o contra-senso de como vivemos em nosso mundo hoje.