Seja Deus a fonte da reconciliação
quarta-feira, setembro 01, 2010
Nós
Seja Deus a fonte da reconciliação
sábado, junho 12, 2010
Embaçadamente
Na folha de papel
Para o poeta
terça-feira, abril 27, 2010
Escravo
terça-feira, abril 06, 2010
Enquanto caminho
Vejo rostos também marcados pelas cicatrizes da vida.
Enquanto caminho, ouço mais que passos.
Ouço canções de amizade que embalam os sonhos.
Enquanto caminho, sinto mais que cansaço.
Sinto alegria por ter companheiros de viagem também alegres.
Enquanto caminho, carrego mais que bagagem.
Carrego minha história com os outros, que vez ou outra me faz lembrar para aonde vou.
Enquanto caminho, confio em algo mais do que o mapa.
Confio em Deus, que transforma a dura jornada em uma volta para casa.
domingo, janeiro 31, 2010
Re-de-mim
Eu, minh`alma e meus livros.
Faze-me horizonte
Onde a aurora adormece.
Torna-me canto, profecia
E alento para o desespero.
Tempestade que adentra,
Silêncio, árido coração.
Em renovo, sou de novo,
Menos eu, mais vida.
Por entre os dedos,
feridos,
De quem É.
quarta-feira, agosto 26, 2009
Vens
Vens, entre os montes de tristeza, me acalmar
Tens meu coração, porção da terra a percorrer
Tens mãos, cheias de água ao rosto lavar
Que de mim, sabes o fim, e ainda o andar.
Tens a vida, compartilhada no olhar
Tens, da terra seca, pés rachados, no guiar
Mas no fundo, esperança, tanto a ver
Tens a teia, de cada veia a perfurar
Que de nós, sentes a dor, e ainda o findar.
Vens, pelo reverso dos descaminhos, a iluminar
Vens, aqui na sujeira do mundo, a purificar
Tens a reconciliação nos braços, abertos a querer
Como que fazendo e refazendo o tear
Pelo sangue, que de nós, veio e tens a dar.
Venhamos, pois, contigo!
Tenhamos, então, parte em ti!
Para tudo ser,
eu todo,
todo tempo.
terça-feira, abril 21, 2009
Tuas mãos
Tuas mãos, pesadas pelo vento,
São meus pássaros-guias.
Eu que sou assim, lento,
Vejo tuas cores e vias.
Seco e escuro som.
Pela rua sozinha, caminho.
Do silêncio que é bom,
Ouço palavras e um hino.
Tuas mãos, machucadas pelo tempo,
São meu vivo memorial;
Eu que sou em mim, esquecimento,
Lembro do início e do final.
Reto e obtuso tom.
Pela penumbra do destino,
De olhos, feito neon,
De dedos em meu desatino.
Tuas mãos, claras como o sol,
Descobrem todas as sombras;
Eu que sou em ti, girassol,
Sinto já o que me tomas.
Oh mãos que ajudam,
A trilhar-me, sem parar.
Faz-se eterna, terna no estar.
Tua tez é dos que amam,
Enquanto o desamparo continuar.
Escrevi este poema no dia 04 de outubro de 2008. Só agora resolvi publicá-lo.
terça-feira, abril 14, 2009
Não desistirei
Mesmo que meus ossos sequem, não desistirei.
Mesmo que eu me sinta extremamente cansado, não desistirei.
Mesmo que o poder do mal me aflija, não desistirei.
Mesmo que as águas profundas do meu ser me deixem confuso, não desistirei.
Mesmo que a vida pareça sem graça, não desistirei.
Mesmo que eu sinta rejeição de todos os lados, não desistirei.
Mesmo que Deus pareça distante, não desistirei.
Não desistirei de buscar a Deus e de confiar em sua Palavra, mesmo que tudo pareça estranho e sem sentido.
O Seu amor é mais forte que tudo. E a claridade plena está por vir.
segunda-feira, setembro 08, 2008
Paciência paciente

O que se espera, por mais esperado assim, não garante afim do que o coração aguarda.
Espera, então, no que está posto, eternamente dito, pelas linhas da história e do instante, eterno, terno nos lábios do Senhor.
Que esperança é esforço de não estar além do que é, do que ainda não conquistado está, pela certeza de que o rumo escolhido - não trilhado totalmente todavia - é mais do que uma opção:
É promessa feita por ambos, eu e Deus, de que o então rumo escolhido acabou tornando-se a própria vida.
sábado, julho 19, 2008
sábado, junho 28, 2008
Espejos. Una historia casi universal
Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos nos lembram.
Quando nos vemos, os vemos.
Quando nos vamos, eles se vão?
Este livro foi escrito para que não partam.
Nestas páginas unem-se o passado e o presente.
Renascem os mortos, os anônimos têm nome:
os homens que ergueram os palácios e os templos de seus amos;
as mulheres, ignoradas por aqueles que ignoram o que temem;
o sul e o oriente do mundo, desprezados por aqueles que desprezam o que ignoram;
os muitos mundos que o mundo contém e esconde;
os pensadores e os que sentem;
os curiosos, condenados por perguntar, e os rebeldes eos perdedores e os lindos loucos que foram e são o sal da terra.
Eduardo Galeano, escritor uruguaio. Este texto é uma apresentação de seu novo livro Espejos. Una historia casi universal.
domingo, janeiro 27, 2008
Início de algo mais

Espera flores no final
Na semente, olhos a brilhar,
Que todo sonho é real
sábado, janeiro 05, 2008
Canto
sábado, novembro 24, 2007
Distantes

O que penso cabe em uma caixa de fósforos;
O que ele pensa é além do horizonte, da vida.
Feiúra minha. Beleza dele.
O que mostro é conveniente, parcial.
O que ele mostra é luz total, êxtase do Belo.
Hipocrisia minha. Verdade dele.
O que falo é som vazio fruto de limitações.
O que ele fala é vento forte, caminho à transparência.
Tudo o que sou é pequeno diante dele.
Tudo o que faço é mínimo diante do que ele faz.
Abismo tal! Intrasponível será?
De minha parte sim, pois não sou mais do que existe.
Da parte dele não, pois em si reside o poder para pequeno ser.
De alguma forma, somos distantes para que eu reconheça saudades dele.
Eu preciso dele. Desde o começo.
É inexplicável, mas é verdade.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Embriaguez
O que queres é mais do que podes ter. Basta a ti esperar...
Espera pelo que ainda se faz,
[pelo que se constrói com as mãos e o coração quente.
Traga-me o gole profundo do fel. Beberei; sem prazer, mas beberei.
O que queres é ter o invisível. Basta a ti fechar os olhos...
Olha tua própria face! Tens olhos de amêndoas.
Traga-me o que de melhor há. Juro permanecer em pé, imóvel.
Este é o ambiente que desejo: pessoas indo e vindo, som ao fundo, luz fraca.
Enquanto isso, minha viagem segue rumo ao infinito.
Esperando a próxima embriaguez da poesia,
[mas sempre com os pés no chão.
(Lissânder D. do Amaral)
segunda-feira, setembro 10, 2007
saudade
saudade do caminho de rio, grande.
saudade do bravio mar, que de tanto ar.
saudade da madrugada, negra, seda.
saudade do que sonho, queda-se em mim.
(l.d.a.)
domingo, setembro 09, 2007
Deus
Pelas rodas inesperadas, vívidas.
Deus, teu toque, seguindo-me,
Pelas ruas empoeiradas, inóspitas.
Deus, teu rosto, refletindo,
Pelos espelhos quebrados, sujos.
Deus, teus olhos, roçando,
Pelos clarões abertos, verdes.
Deus, teu silêncio, perfurando,
Pelas esquinas nuas, prostituídas.
Deus, teu ser, transformando,
Pelas vias do coração, escuras e eternas.
Lissânder D. do Amaral
quinta-feira, junho 21, 2007
A Casa
Pintada de azul e rosa;
Parecia ter sorriso, parecia ter asa,
Simples por fora, por dentro formosa.
Quanto mais me aproximava,
Mais brilhante era ela.
Era amor que inalava
Pela fresta da grande janela.
Porém a casa estava inacabada;
Ainda faltava gente, chão e telhado.
Era beleza sem ser apreciada,
Era vazio pra tudo que é lado.
Como feito isso é?
Casa tão bela abandonada?
Parece procissão sem fé
Andando pela estrada.
Entre a beleza e a solidão descobri
Que a casa incompleta existia
Porque o chão era meu amor por ti
E o telhado era teu amor que cobria.
Entendi, então, que Amor é construção,
Que a casa éramos você e eu.
Que quando estás ausente, não há chão.
E o telhado que me cobre é o coração teu.
Oh! Que casa bela!
Quantas de ti existem,
Inalando amor pela janela,
Neste mundo triste?
Obrigado, Deus Pai,
Pelo amor que nos chega,
Pela construção da paz
Que a humanidade renega.
Fica conosco na casa
Que construímos contigo!
Em vão vigia o guarda,
Se tu não és nosso amigo.
Poema escrito em 12 de junho de 2007 para minha amada Kelen, que faz morada em meu coração.
sábado, fevereiro 24, 2007
Oração do Caminheiro
Na estrada longa, as pedras machucam meus pés.
À espera pelo sol, a aurora cintila a angústia de meu coração.
Vem, aplaina a terra na qual piso, torna firme o meu caminho.
Na jornada da vida, meu corpo dói e meus lábios silenciam.
À espera pela chuva, o vento sopra palavras em meus ouvidos.
Vem, acalma a tempestade dentro de mim, torna firme o meu caminho.
Na confusão das minhas incertezas, minha mente sofre tentações.
À espera pela luz, as estrelas brilham tua graça em meus olhos.
Vem, ilumina a noite que me assola, torna firme o meu caminho.
Na decepção da derrota, minhas mãos e punhos enfraquecem.
À espera pelo horizonte, as montanhas revelam tua santidade infinda.
Vem, restaura minha esperança, torna firme o meu caminho.
Ó Senhor Deus!
Sara meus pés, alivia meu corpo,
Protege minha mente e fortalece minhas mãos.
Pelo teu amor leal e para tua glória,
Torna-me firme em teu Caminho,
Pois não há outro digno de ser percorrido.
Em nome de Jesus, amém.
Lissânder Dias (24.02.2007)
quinta-feira, novembro 16, 2006
Dia
Máquinas, campos, trilhos;
E o próximo é horizonte,
E o anterior é sonho.
Não que eu possa sentir, mas sofro.
Lágrimas, riscos, ausência;
Bala que perfura lentamente
Pelos risos mortos.
Não que eu possa entender, mas creio.
Cruzes, sacrifícios, orações;
Transcendente em mim,
Pela certeza do que não se vê.
Não que eu seja, mas vivo.
Não que eu esteja, mas existo.
Não que eu caminhe, mas apresso-me.
Foi o sorriso largo do sol que me despertou.
Escrita em 04 de novembro de 2006.
Viçosa (MG)

