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sexta-feira, abril 10, 2009

A mensagem


A Páscoa não é apenas um fato, mas uma mensagem. Não é apenas a época do ano em que os israelitas repetem a singela refeição dos seus antepassados, com carne assada, pão sem fermento e ervas amargas. Não é apenas o triste dia em que um homem inocente foi morto injustamente.

Não, é muito mais que isso. É uma mensagem – profunda, única, poderosa. É a mensagem que explica a origem das coisas, que sustenta a existência, que revela uma nova justiça e que sinaliza o caminho para todos nós.

Páscoa é a mensagem de um homem que é a mensagem, que é Deus. Em Jesus Cristo, o início, o meio e o fim se fundem. E formam a maior mensagem de todas.

Nele, todo o esforço de homens santos faz sentido, porque a plenitude da verdade chega. Em seus braços ensangüentados, ela chega. E consigo traz a Boa Nova da salvação. Nele, a esperança humana se materializa na perda da vida e sua seguida ressurreição. Nele, os instantes de morte e de vida formam uma única história.

A humanidade que ora ouve, ora ensurdece-se, agora relembra o fato. Mas esquece da mensagem. A mesma humanidade que, por vezes, clama ao desconhecido pelo que já foi revelado.

Em Cristo, todos os sacrifícios de amor se encontram e se beijam. Em Cristo a última palavra da mensagem não é morte; é ressurreição.


“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” Hebreus 1.1-2

quarta-feira, outubro 03, 2007

Lei e Graça

"A lei humilha, a graça exalta. A lei opera o temor e a ira; a graça opera a esperança e a misericórdia. A lei diz: "Faça isto", mas nunca se faz; a graça diz: "Creia em Jesus Cristo", e já está tudo feito. (Martinho Lutero)

sexta-feira, setembro 07, 2007

Reino sem rei

Que será de um reino sem seu rei? Será miragem ou apenas uma metáfora?
O rei torna o reino real (com acidentes geográficos, gente caminhando, erros e acertos). Ignorar a presença pessoal do rei é banalizar o reino e toda a sua riqueza.
O Cristianismo oferece um reino que foi anunciado pelo seu próprio rei. O reino é a promessa do rei. O rei é a garantia de que o reino será instaurado completamente.
É certo que sempre desejamos pintar o rei do nosso jeito, especialmente quando temos poder político e religioso para isso. É certo, todavia, que o reino não passa de uma bela metáfora (especialmente, para nossos interesses sociais e políticos) se o rei não tiver poder para governá-lo.
Nós, seres humanos, não podemos ignorar a presença de ambos. Gostamos das bençãos do reino ("alegria, justiça e paz"), mas também precisamos considerar a presença real, pessoal e remidora do rei em nossas vidas marcadas pela rebeldia.
"Reino" e "Rei" devem ser escritos com letras bem maiúsculas.