quinta-feira, novembro 16, 2006

Dia

Não que eu possa olhar, mas vejo.
Máquinas, campos, trilhos;
E o próximo é horizonte,
E o anterior é sonho.

Não que eu possa sentir, mas sofro.
Lágrimas, riscos, ausência;
Bala que perfura lentamente
Pelos risos mortos.

Não que eu possa entender, mas creio.
Cruzes, sacrifícios, orações;
Transcendente em mim,
Pela certeza do que não se vê.

Não que eu seja, mas vivo.
Não que eu esteja, mas existo.
Não que eu caminhe, mas apresso-me.

Foi o sorriso largo do sol que me despertou.


Escrita em 04 de novembro de 2006.
Viçosa (MG)

3 comentários:

Ivny disse...

Lindo!

Renato Luiz disse...

Belo poema!
Deus te abençoe!
Abração...

BIANCH, Gustavo. disse...

Ja tava com saudade das suas postagens.

Vê se nao some mais!

Abração